[Verso 1]
Minha história não é igual à de todos,
cada ser escreve a sua própria voz.
Onde o mundo vê apenas sintomas,
há uma vida que pulsa dentro de nós.
No olhar de quem passa, julgamento.
No silêncio de muitos, o descaso.
Como se eu fosse só meu sofrimento,
como se viver fosse acaso.
[Pré-refrão]
Mas a força que eu trago no peito
não se curva à dor nem à exclusão.
Meu caminho tem nome de superação,
e exige da vida o meu direito.
[Refrão]
Se hoje entendi o que é o amor,
é porque antes da doença existe um ser.
Maior que o laudo, maior que a dor,
uma alma inteira disposta a viver.
Se hoje sou quem sou, foi por entender:
antes da doença existe um ser.
Se hoje sou quem sou, foi por renascer:
antes da doença existe um ser.
[Verso 2]
A sociedade aponta o limite,
mas esquece a grandeza que há por trás.
Não quero que a pena me visite,
quero o respeito de quem é capaz
de olhar nos meus olhos sem medo,
e enxergar o humano em construção.
Há flores nascendo em meu segredo,
há vida pulsando em meu coração.
[Pré-refrão 2]
Não sou silêncio, nem estatística.
Não sou ausência, nem explicação.
Sou presença, memória e existência,
sou corpo, sou sonho, sou coração.
[Refrão]
Se hoje entendi o que é o amor,
é porque antes da doença existe um ser.
Maior que o laudo, maior que a dor,
uma alma inteira disposta a viver.
Se hoje sou quem sou, foi por entender:
antes da doença existe um ser.
Se hoje sou quem sou, foi por renascer:
antes da doença existe um ser.
[Ponte]
Sem julgamento.
Sem descaso.
Sem me reduzir à minha dor.
Eu peço cuidado,
eu peço respeito,
eu peço presença e amor.
[Refrão Final]
Se hoje entendi o que é o amor,
é porque antes da doença existe um ser.
Maior que o laudo, maior que a dor,
uma alma inteira disposta a viver.
Se hoje sou quem sou, foi por entender:
antes da doença existe um ser.
Se hoje sou quem sou, foi por renascer:
antes da doença existe um ser.
[Final / Outro]
Minha história não é igual à de todos...
sem julgamento, sem descaso.
Apenas viver.
Antes da doença...
existe um ser.